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Mais lendas Urbanas

 

Com a ajuda da internet, as lendas urbanas passaram a ser espalhadas com uma velocidade incrível – basta dar um “encaminhar” num e-mail sobre algum “causo” e sua lista de amigos ficará por dentro dos últimos acontecimentos sobre as mitologias do cotidiano.
Tal facilidade, porém, é uma via de mão dupla: ao mesmo tempo em que ganham em velocidade, perdem em eficácia. As lendas urbanas mais famosas – e que ainda encontram adeptos – nasceram e se multiplicaram na época da divulgação boca a boca. Alguém no bairro vizinho ouvia (ou inventava) uma história macabra e logo todo mundo estava morrendo de medo.
Normalmente, os contos chegavam ao nosso ouvido vindos de algum colega na escola ou algum amigo da rua. A pessoa se aproximava, baixava a voz e dizia, em tom confidencial: “Você está sabendo da história do…”. Pronto. Estava lançada a semente para todas as lendas a seguir.

Pipoca com cocaína

A lenda: Artimanha de traficantes ávidos por nova clientela, eles salpicavam a pipoca vendida nas portas das escolas com cocaína, em vez do tradicional sal. A ingestão da substância ilegal faria com que o petiz, enroscado na armadilha do vício, voltasse a comprar pipoca sempre do mesmo vendedor. E cada vez mais!
Mistério insolúvel: O lucro do pipoqueiro seria suficiente para comprar quilos de cocaína?
*Essa lenda também se aplica as balas vendidas na frente do colégio.

Tatuagens de LSD

A lenda: Após a apreensão nos EUA, em 1980, de 4 mil cartelas de ácido lisérgico com a cara de Mickey Mouse, a história diz que traficantes vendiam transfers com desenhos infantis nas portas das escolas – mas as figuras viriam, digamos, “batizadas”. Assim como aqui no Brasil também era dito isso a respeito das tatuagens que vinham em chicletes e pacotes de salgadinhos.
Mistério insolúvel: Uma tatuagem com LSD não ficaria cara demais para comercializar em porta de escola?

Comadre Fulozinha (para quem mora em PE)

O espírito de uma cabocla de longos cabelos, ágil, que vive na mata protegendo a natureza dos caçadores, que gosta de ser agradada com presentes, principalmente fumo e mel.
Diz-se que açoita violentamente aqueles que adentram suas matas sem levar uma quantidade de fumo como oferenda e também lhes enrola a língua. Furtiva, seu assovio se torna mais baixo quanto mais próxima ela estiver, parecendo estar distante. Ela também gosta de fazer tranças e nós em crina e rabo de cavalo, que ninguém consegue desfazer, somente ela, se for agradada.
Dizem, também, ser vista à distância em forma de bola de fogo.

Sobre Bruna Bagetti

Autora/Editora no Curtoisso.com
Publicitária, nerd, pisciana, louca e “chata”.

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